Domingo, 14 de Agosto de 2005

Realidades na Gestão da Urbe

Penso que está na hora de fazer uma abordagem, séria e criteriosa, do trabalho realizado pelo actual executivo municipal do PSD, no decorrer dos quase 4 anos de mandato à frente dos destinos da autarquia flaviense. 


É, para mim e penso que para a generalidade dos flavienses, notório o desnorte, a falta de rumo, a falta de motivação e de estratégia do actual executivo da Câmara Municipal de Chaves.


Penso que foi fatal, para a estratégia deste executivo, o facto de guardar todas as obras para o último ano de mandato.


A cidade assemelha-se muito a um enorme estaleiro em que os buracos e as ratoeiras para os transeuntes proliferam na sua malha urbana. Por sua vez, o trânsito automóvel também sofre com este tipo de cenário, sendo, na verdade, a falta de estacionamentos, para o parque automóvel, uma das críticas mais ferozes, por parte dos flavienses, em relação ao executivo municipal. Tal situação, além de desconfortável para todos cidadãos, é também um handicap enorme para a vida dos comerciantes que, com este cenário, vêem, de dia para dia, os seus negócios definhar.


As obras entretanto realizadas também não vieram beneficiar a popularidade da actual Câmara. O Jardim das Freiras e as obras no Tabolado vieram desvirtuar completamente a Cidade-Jardim de que todos flavienses, a meu ver, tinham orgulho.


A cidade de Chaves foi, assim, transformada pelos actuais senhores da câmara, num enorme, triste, frio e deselegante “Jardim de Pedra”.


Em relação ao “Programa Polis”, o atraso e quase estagnação são um facto deprimente. Obras que deviam estar concluídas, de acordo com os prazos constantes no Plano Estratégico do Programa Polis, em Setembro de 2003, ainda nem sequer se iniciaram. E o relógio que deveria marcar, de forma clara, o cumprimento dos prazos, encontra-se novamente parado.


Em relação à Câmara a situação é calamitosa!...


Na verdade, ao nível da gestão interna, a Câmara, está praticamente ingovernável.


Quando o anterior executivo abandonou a autarquia, o seu organigrama era composto por 7 divisões. Actualmente, a Câmara comporta 17 divisões. São mais 10 novas divisões, que foram criadas pelo actual executivo municipal.


Mas, perante estes dados, que são inquestionáveis, o mais caricato é que o Sr. Presidente da Câmara continua a dizer que o número de funcionários não só não aumentou, como até diminuiu.


As divisões que criou e o aumento das despesas para pagamento a funcionários que, na actualidade, se cifram em cerca de mais 50% do que no tempo da gestão autárquica anterior, são para si, pura ficção!


Só não vê quem não quer!...


Não poderia deixar, também, de me referir às empresas municipais que o actual executivo criou, tendo em vista satisfazer as suas clientelas políticas e colocar os seus Boys, em lugares de destaque na gestão autárquica, com altas remunerações e mordomias diversas.


 Um desses exemplos de ineficácia e de inépcia, é o caso da empresa municipal para a gestão de Equipamentos Desportivos e das Caldas que, num só ano de exercício, gerou um prejuízo calculado em cerca de 300 mil Euros.


Ou, ainda, a compra do edifício do BCP, no Largo do Anjo, e o negócio da Cooperativa Agrícola, cuja engenharia financeira passou pela aquisição na modalidade de Leasing e cujo pagamento principal foi diferido, por acordo do executivo municipal do PSD e duma instituição financeira, para o início de 2008. O maquiavelismo desta posição é que os senhores da Câmara resolvem, no imediato, os seus problemas de insolubilidade financeira e transferem, para o futuro, o ónus do pagamento. Na verdade, eles bem sabem, que não serão eles os destinatários do pagamento e que, irremediavelmente, irão onerar uma futura gestão autárquica.


Será que, para esses senhores, tal comportamento é moralmente aceitável e politicamente correcto?


Estes são, para mim, pequenos exemplos do planeamento e da gestão sublime dos actuais responsáveis autárquicos do concelho.


   Facilmente se percebe que o trabalho para recuperar, outra vez, a câmara para níveis aceitáveis de operacionalidade, vai ser imenso.


   É, assim, a meu ver, mais que necessário e urgente, Começar de Novo…


 


 Por José Mendes  


e-mail:      jatmendes@sapo.pt 

publicado por chaveslivre às 23:44
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