Sexta-feira, 15 de Julho de 2005

Flavienses querem sair do marasmo.

Com a gestão de João Batista, o município de Chaves averba um grande deficit de políticas urbanas eficientes.

 


A falta de uma linha de rumo caracterizou claramente o mandato de João Batista à frente da Câmara. Foram quatro anos perdidos para a cidade e para o concelho. Apenas podemos dizer que, deste período, só fazem avaliação positiva os muitos da mesma cor que, com a entrada de João Batista para a Câmara, arranjaram empregos com ordenados acima do comum dos flavienses.


Uma cidade com a importância histórica e económica como a que Chaves tem no Interior Norte de Portugal, necessita de políticos que façam das políticas para a cidade importantes instrumentos de crescimento económico e criação de emprego para TODOS os que necessitem de uma oportunidade.


Actualmente, a Cidade mais parece uma empresa familiar do PPD/PSD, onde poucos são detentores de informação privilegiada, que, diga-se em abono da verdade, está a ser estrategicamente utilizada para conduzir à pauperização de um conjunto alargado de actividades - principalmente do comércio tradicional – encaminhando-o para níveis de fraqueza excessiva a sua competitividade externa.


Ao invés do que se vem verificando, a cidade deveria ser por excelência um local de criação de oportunidades para todos.


Os flavienses, convocando a alma, revigorando as instituições, promovendo profícuas relações, interagindo, podem propiciar a oportunidade de, com novas políticas, encetar um novo começo. O que se trata é de averiguar com que protagonistas e com que políticas é possível acrescentar valor ao espaço onde vivemos, tornando-o competitivo, no contexto da suas relações com a região e com o exterior, dando-lhe visibilidade positiva e fazendo-o progredir em qualidade de vida.


Não é tempo de enumerar, mais uma vez, o conjunto das potencialidades existente na cidade e no concelho - elas são sobejamente conhecidas! O que agora se coloca como desafio é conseguir que as relações institucionais e pessoais se realizem num ambiente de cooperação. Este é um ponto decisivo. Só desta forma será possível levar todos os agentes que dinamizam actividades no concelho e fora dele a agirem com uma nova “racionalidade”, a trabalhar em rede num projecto de futuro para a nossa terra.


Lamentamos que em Chaves a indústria tradicional esteja a atravessar uma profunda crise. O barro já não é devidamente valorizado. A pulverizada transformação de granitos pouco valor acrescenta localmente. O sector da madeira praticamente desapareceu. O agro-alimentar cinge-se à minúscula transformação caseira de um porco ou dois (e mesmo essa, está em crise). A construção civil teima em não inovar, esquecendo o desenvolvimento de especialidades, como a reconstrução de edifícios em meio rural, a requalificação urbana e novas técnicas de construção (nomeadamente ligada aos acabamentos).


Ora, perante este cenário, a gestão de João Batista resolveu gastar milhares de euros (que, diga-se, herdou e agora esbanja sem cuidado) a fazer terraplanagens e entubamentos descomunais para acolher hipotéticas empresas de fora, tudo isto num ermo silencioso, a léguas da cidade.


Sem querermos ser “velhos do Restelo”, acreditamos serem perfeitamente exequíveis políticas que favoreçam a criação de empresas inovadoras e dinâmicas em Chaves, políticas centradas no acarinhamento de iniciativas empresariais locais e regionais. Para tal desiderato, será necessário começar de novo com a luta pela instalação em Chaves de instituições do ensino superior, já que estas fomentam o desenvolvimento de serviços avançados que, bem articulados entre eles e com as instituições da região, levariam a efeito uma campanha de marketing das capacidades instaladas no nosso território, nas diversas instituições, consoantes os seus campos de actuação (tecnologias da saúde, ciências económicas e empresariais, engenharias e tecnologias aplicadas).


Contudo, esta estratégia precisa de quem, acreditando na construção permanente de um futuro mais próspero, não se resigne apenas a criar empresas municipais aos magotes, para dar sustento às promessas eleitorais de criação de empregos. Todos estamos já fartos de saber para que são esses empregos.


Melhor é possível, basta querer! 

publicado por chaveslivre às 13:23
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