Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2005

A era da criatividade.

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Jorge Rodrigues, na “janelanaweb.com”, com base num trabalho de Florida e Tinagli, avança que “O nosso país está na fronteira entre um estado de atraso crónico em termos de economia baseada no talento e uma fase de emergência criativa, como ocorreu com a Irlanda em décadas anteriores. Mas, apesar dessa boa notícia dada pelo estudo "A Europa na Idade da Criatividade" divulgado em Londres, pelo "think tank" Demos, o ponto de partida é muito negro.”


Citando Tinagli, redige que "Portugal está muito mal posicionado no índice do talento, e isso é preocupante, pois trata se de um factor crítico nos tempos actuais”. Por conseguinte, “para aquela especialista, o nosso país tem de fazer um esforço em quatro áreas fundamentais: criar algum tipo de pólo de excelência de conhecimento a nível europeu; difundir a cultura científica; massificar o uso da língua inglesa; e criar uma sociedade menos provinciana nos valores


Para Jorge Rodrigues “o estudo propõe um passo adiante em relação à metodologia tradicional de Michael Porter para a avaliação da competitividade das nações ou das regiões. Citando novamente Tinagli, refere que "a análise tradicional esquece frequentemente as pessoas, os talentos. O recurso económico chave hoje em dia é a gente criativa, que é altamente móvel, e que gravita em direcção a países e regiões que tenham determinadas condições. Os líderes económicos do futuro serão países e regiões que são capazes de atrair gente criativa e em resultado disso criar a próxima geração de produtos e de processos de negócio".


Assevera ainda que segundo Tinagli, há uma viragem de fundo na vantagem competitiva das empresas e das nações no sentido de uma abordagem centrada na "envolvente", ou seja nas características do ecossistema que dão um vantagem territorial ou jurisdicional em certos locais. "Isto poderá ocorrer certamente a nível nacional, mas é mais provável que suceda em aglomerações espaciais mais pequenas, as cidades e as regiões".


 


Dentro destas aglomerações mais pequenas, salvaguardando a escala, não poderia a nossa cidade preparar o ambiente propício a tal desiderato.


 


Para tal temos, contudo, um obstáculo de peso. Em nossa opinião a actual Câmara promove e enraíza o provincianismo nos valores. Não é capaz de uma atitude de abertura séria à mudança de práticas. Continua na visão sectária e dicotómica – nós e os outros –


Assim não vamos lá.


 


Extraído de: http://www.janelanaweb.com/crise/talento.html


 


“Europe in the Creative Age” can be downloaded from


www.demos.co.uk/creativeeurope  http://www.demos.co.uk/catalogue/creativeeurope/


 and


www.creativeclass.org


 


 


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http://semanal.expresso.clix.pt/2caderno/default.asp?edition=1635

publicado por chaveslivre às 22:10
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