Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2004

O inelutável atrofiamento liberal/capitalista.

Robert BOYER em “Os dez paradoxos do capitalismo contemporâneo”, encontra um conjunto de explicações para o falhanço do formato que, a direita actual, deu ao modelo Capitalista/liberal.
Ao contrário do período conhecido por “30 dourados”, período em que houve incremento real de salários, assistamos hoje, a um discurso fatalista que nos que persuadir da necessidade de imprimir reduções salariais, com o fito de converter a nossa economia noutra mais competitiva. Nada mais desacertado. Na economia do conhecimento e da aprendizagem, a variável salário, não é de relevo assinalável, antes funciona ao contrário, isto é: salários elevados aliciam trabalhadores mais produtivos e inovadores. É, por conseguinte, a produtividade e a inovação que devem ocupar o melhor do esforço dos nossos governantes.
E se eles só se preocuparem com o crescimento dos salários? Fora com eles.

É neste contexto que entendemos Robert BOYER quando afirma que, “o motor oculto do capitalismo poderia ser o seguinte: quanto mais constrangimentos lhe impomos, mais ele é incitado, ou mesmo obrigado, a inovar. Se o deixarmos prosseguir livremente, torna-se extensivo e socialmente retrógrado. Assim, por detrás do surpreendente crescimento americano dos anos 90, tão gabado, a produtividade dos factores no conjunto do ciclo permanece estagnada. A indolência da produtividade americana não foi ultrapassada. De facto, ante a extrema flexibilidade do salário real, cujo crescimento a longo prazo foi quase completamente detido, é lógico que as empresas não sejam pressionadas para inovar. Para as famílias e os trabalhadores, a palavra de ordem seria: «Trabalhem mais, ponham os vossos teenagers a trabalhar.» Se têm três activos por família, então o consumo e o nível de vida poderão continuar a progredir. Mas isso não renova um modo de desenvolvimento intensivo que havia feito o encanto do fordismo.
A flexibilidade defensiva do trabalho corrói a necessidade da inovação, com excepção de alguns sectores de alta tecnologia em torno dos quais se polarizam os observadores da economia americana.” in VINDT, Gérard (1999) - 500 anos de capitalismo, A Mundialização de Vasco da Gama a Bill Gates, Temas e Debates, Lisboa., pp 137.

Assim sendo, vamos lá criar problemas ao modelo capitalista da direita actual. É essa a nossa obrigação. Queremos que as nossas vidas melhorem. Vamos obrigar o capitalismo a fazer exercício, já que não queremos que venha a ter um ABC, por acumulação de “gordura” em excesso.

Vamos votar na mudança.
publicado por chaveslivre às 15:07
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10 comentários:
De Anónimo a 28 de Dezembro de 2004 às 10:17
Não te vou responder..... o "lamire"!!!!
A falares dos meu erros....e tu "borras" logo a pintura!!!
Vai pedir umas aulitas ao JB....
Heheheheeee......
ZEN
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(mailto:zen_zen@hotmail.com)
De Anónimo a 27 de Dezembro de 2004 às 23:54
A do Sousa e Silva é uma boa proposta. Faz-me lembrar o António Victorino Flaviense. Bom rapaz, sério, careca, inteligente, pequenino e com eles no sítio (tomates).

Força com ele.

Chorinhas e companiaChorinhas
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(mailto:Chorinhas@sapo.pt)
De Anónimo a 26 de Dezembro de 2004 às 22:14
APOIADO!!!!!!!!!!
essa cena da ortografia e da sintaxe deixai-a para o apostata joao que é o q sabe fazer.....
nao precisamos que saiba escrever, mas quem saiba fazer....
melkisdec
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(mailto:melkisdec@mal.com)
De Anónimo a 26 de Dezembro de 2004 às 19:27
Este blog está a ficar muito lierato, em vez de criticar os mamões e oportunistas, em vez de denunciar as sual malfeitorias e desacatos, caiem na comversa da ortografia. Fodei-vos, grande punheteiros. Se escre vi algum erro, pró caralh com ele.Artur Santos
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(mailto:A.Santos@hotmail.net)
De Anónimo a 25 de Dezembro de 2004 às 18:30
ZEN: conheçida - LAMIRE: ademira.

Tanto o ZEN como o LAMIRE estão a necessitar de um corrector ortográfico urgentemente.

CORRECTOR ORTOGRÁFICO
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(mailto:co@co.pt)
De Anónimo a 24 de Dezembro de 2004 às 18:03
O "Zen" pelos vistos não conhece nada é de português, não ademira pois, que não "conheça" nada de nada.
Enfim, mais um exemplo de um "mamador da teta".lamire
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(mailto:lamire@sapo.pt)
De Anónimo a 24 de Dezembro de 2004 às 15:47
"António de Sousa e Silva", não conheço esse senhor!!!
Por norma um cabeça de lista é sempre uma pessoa conheçida, bem vista, trabalhador, dinamico....
Mas esse nome não conheço!!!
ZEN
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(mailto:zen_zen@hotmail.com)
De Anónimo a 24 de Dezembro de 2004 às 01:43
independentes ... com um candidato filiado no PS. Simposio do granito ao poder.Mirone da Praça
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(mailto:mirone@cmc.pt)
De Anónimo a 23 de Dezembro de 2004 às 23:57
Está em formação um movimento de cidadãos livres, independentes e desassombrados que tem como objectivo substituir, em eleições, a actual gestão autárquica. Como pensamos que a fórmula partidária está esgotada, pensamos desta forma poder eleger para a C.M.C. uma equipa, procedente de vários quadrantes e sensibilidades, que tome nas mãos o destino da nossa maltratada cidade.
Temos esperança que um movimento nascido do povo, do verdadeiro Povo, possa colocar na nossa autarquia gente que de verdade sinta a cidade e o concelho nas suas mais diversas sensibilidades e anseios. Para que seja possivel levar a bom porto este desidrato esperamos poder vir a contar com a colaboração e ajuda de todos os verdadeiros Flavienses; nessa prespectiva resolvemos propor para o cargo de presidente da nossa autarquia alguém com provas dadas na gestão do município, alguém que provou ser capaz, sério, dinâmico e descomprometido com todo e qualquer dos diversos intresses instalados no nosso concelho. Esse nosso candidato chama-se António de Sousa e Silva.
Aceita-se toda a colaboração que queiram e possam dar para (por enquanto)vivachaves@sapo.pt.
VIVA CHAVES CHAVES VIVAViva Chaves
</a>
(mailto:vivachaves@sapo.pt)
De Anónimo a 22 de Dezembro de 2004 às 22:02
Nesta época queria desejar ao blog e a todos os participantes um santo natal e um prospero ano novo.

esperemos q o 2005 seja melhor q o 2004 e acredito q será, pois vamos a eleiçoes em fevereiro e em outubro.

melkisdec
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(mailto:melkisdec@mal.com)

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