Domingo, 31 de Outubro de 2004

Indiferença aos problemas das famílias.

A OCDE refere que o Governo de Lisboa deveria «reformular a factura com os cuidados infantis», no sentido de os pais pagarem de acordo com as horas de apoio à criança que realmente usam. Sugere a existência de um crédito fiscal que ocorreria, se os pais, decidissem não trabalhar e ficar com as crianças. Uma outra hipótese avançada pela OCDE é um sistema de benefícios em que seria distribuído um abono de família mais elevado às famílias trabalhadoras de baixos rendimentos. Refere ainda a necessidade de mudar a estrutura dos pagamentos dos cuidados à criança. Exemplificando, a organização sugere que o Governo deve canalizar os apoios à criança directamente para os pais e «não para as instituições». Isto permitiria aos pais escolherem o «número de horas e o tipo de cuidados aos filhos, fazendo uma melhor utilização dos cuidados infantis existentes». Ou seja, não se deve dar dinheiro a quem utiliza já os cuidados infantis existentes, mas a quem tem filhos, independentemente de os pais acorrerem a cuidados externos ou preferirem ficar eles próprios a tomar conta das crianças. Por fim, recomenda o alargamento de período de direito ao subsídio de maternidade


Estas questões são importantes para muitas famílias.


Por exemplo, em Chaves, um casal com filhos pequenos se é pobre, os filhos ficam em casa com a mãe desempregada (doméstica) ou com os avós que residem próximo, se é rico, os filhos têm ama, mas se é da dita classe média tem problemas constantes pois, nem tem dinheiro para contratar uma ama, nem pode dar-se ao luxo de um dos membros do casal deixar de trabalhar. Isto acontece muito por culpa da indiferença do poder autárquico aos problemas das famílias.


Em muitos concelhos, as creches e as escolas do 1º ciclo possuem cantinas para as refeições das crianças e horários de funcionamento com pessoal especializado, condizente com o dos pais.


Como é possível utilizar as escolas públicas com horários das 9 às 12 e das 14 às 16 ou das 8 às 13?


Não é do conhecimento da Câmara que os horários de trabalho são outros?


Não deve a Câmara pugnar pela melhoria da qualidade de vida de Crianças e pais?


Será melhor gastar rios de dinheiro a comprara baixos, a pagar almoços em “lifestyles”, em revistas de jornais com propaganda descarada, etc, etc ...


Com o dinheiro gasto em publicidade, que não enche barriga aos flavienses, é possível por as Escolas do concelho a funcionar com horários compatíveis aos dos pais.


Por que não se faz ...!






publicado por chaveslivre às 01:24
link do post | comentar | favorito
|
3 comentários:
De Anónimo a 2 de Novembro de 2004 às 21:29
Realmente, olhando o passado e o presente, só me lembro de dizer que é demasiado evidente que este executivo está mais ligado, de forma intima, diria mesmo inseparável aos boys do partido, dando guarida aos mesmos e aos seus familiares de uma forma demasiado evidente, por vezes, tendo dificuldade em justificar a vinda de alguns.

Exercem o poder de forma implacável e inflexível, colocando de parte:
- os que são contra porque são contra;
- os que são contra porque eles assim o quiseram;
- os que são do contra porque não foram abertamente a favor;
- os que são do contra porque foram solidarios com alguem do contra.

Há concerteza formas mais saudáveis de liderar uma autarquia como a Câmara Municipal de Chaves! Mirone da Praça
(http://semprecontra.blogs.sapo.pt)
(mailto:mirone@cmc.pt)
De Anónimo a 1 de Novembro de 2004 às 22:27
Deixa lá é igual em todo o lado. Naquilo que escreves podes substituir "Chaves" por 305 outros nomes de Municipios que serve lindamente. Parabéns pelo blog.Estremoz
(http://estremoz.blogs.sapo.pt)
(mailto:estremoz2@sapo.pt)
De Anónimo a 1 de Novembro de 2004 às 22:03
A inéria inexorável desta câmara faz com que a estampada ambição do contra remedeie com arrotos mal jizados de política livresca o verdadeiro papel de OPOSIÇÃO. Quem fala sabe o que diz mas não sabe o que fazer, senão tome-se como exemplo o que foi feito em tempos pretéritos em que o "tempo" era passado a "fazer pela vidinha" qual formiga arrecadedeira (ou recadeira?)desperdiçando "tempo" e talento como serviçais de ingratos "senhores". A bandeira hoje hasteada não poderá ser mais do que um mero pano de limpeza destinado a esborratar "as brincadeiras "do passado em que alguns aprendizes de feiticeiro (ou turcos)faziam que faziam para dar a impressão de que estavam a fazer.
Livrai-nos de todo o mal senhor, amén.João XXI
</a>
(mailto:vaticona@ppd.pt)

Comentar post