Segunda-feira, 18 de Outubro de 2004

O Inverso de Peter,

é o Presidente preocupado com os meios e que não liga aos fins.


O normal é organizarmos pessoas e métodos para realizar algo - as nossas actividades são meios para alcançar um fim. Porém, existe em algumas pessoas a tendência para o pessoal e os métodos se converterem em fins. (empregos a distribuir)


Numa organização eficiente um Presidente é avaliado pelo que executa – a rapidez com que as obras herdadas são lançadas, os novos meios financeiros conquistados, os novos projectos de investimento aprovados ou a satisfação de ambições antigas da população, por exemplo Universidade. No nosso burgo parece dar-se antes o caso de um Presidente ser valorizado pelo que exige - por suportar as regras e ritos, manter o status quo e proteger a hierarquia da cor política. Aqui, são muito apreciados, o comportamento ritualista, a conformidade com as rotinas existentes e a conveniente deferência para com a autoridade.


Em paralelo, verificamos ainda, que pode a Autarquia servir de “case study” para aquilo que os gestores conhecem por “Pirâmide em Ascensão” nomeadamente a Lei da multiplicação de subordinados que explica, no caso em apreço, que um vereador ou mesmo um director de departamento ou ainda um chefe de secção deseja, sempre, aumentar o número de seus subordinados, desde que não sejam rivais. Claro está!


Continuando ......


Bem, não abordaremos as nuances do consumo desmesurado de dinheiro em pessoal de uma só vez. Deixamos para outra altura a explicitação da famosa “Lei da Banalidade” (formulada por Parkinson) ou da perspicaz “Hipótese da Paralisia das organizações” do mesmo catedrático inglês. Não confundir com o médico, também inglês, natural de Hoxton, James Parkinson, o qual viveu noutro século. Assaz adaptado de PETER, L. (1989). A Análise de Peter. Lisboa: Editora Caravela.

publicado por chaveslivre às 23:51
link do post | comentar | favorito
|
4 comentários:
De Anónimo a 21 de Outubro de 2004 às 19:45
é uma vergonha o que se passachaves2004
</a>
(mailto:chaves2004@sapo.pt)
De Anónimo a 19 de Outubro de 2004 às 21:03
Abraham Maslow, psicólogo americano e grande pesquisador de comportamento, criou a Hierarquia das Necessidades mais conhecida como a Pirâmide de MASLOW, na qual ele explica os 5 níveis de necessidades do ser humano.
- Necessidades Fisiológicas: aparecem na base da pirâmide e são básicas para a sobrevivência (alimento, repouso, reprodução).
- Necessidades de Segurança: constituem o segundo nível da pirâmide. Trata-se da autopreservação, ou seja, de evitar o perigo físico, evitar a privação das necessidades fisiológicas, buscar a estabilidade.
- Necessidades Sociais: as pessoas sentem necessidades de serem aceitas e de pertencerem a grupos estabelecendo assim relações de amizade, afeto e amor. Quando não satisfeitas, tornam-se hostis, solitárias e deprimidas.
- Necessidades de Estima: Nesta fase as pessoas passam a sentir necessidade de estima, ou seja, tanto de auto-estima quanto de reconhecimento por parte dos outros. Querem prestigio, status e consideração.
- Necessidades de Auto-Realização: Aqui começa a predominar a necessidade de realizar aquilo de que se é capaz e que realmente se gosta de fazer. São as necessidades mais elevadas e estão no alto da pirâmide de Maslow.

O JB situa-se no último patamar e usa o dinheiro da autarquia para se auto-realizar e às custas do dinheiro, que ele nada fez para conseguir, paga as suas promessas de emprego...

E os funcionários que lá estavam, são encostados?
Em alguns casos sim, noutros casos é apenas solicitado aos novos empregados para não aparecerem muitas vezes.

Tomem nota que isto ainda está a começar, aproximam-se as eleições, se por um lado a oposição não deve cair no mesmo erro, o poder local vai agora ter de pagar as últimas promessas de emprego precipitadamente ou prometer os tachos para depois do embate eleitoral, mantendo desta forma os coladores de cartazes activos.Mirone da Praça
(http://semprecontra.blogs.sapo.pt)
(mailto:mirone@cmc.pt)
De Anónimo a 19 de Outubro de 2004 às 19:07
ainda bem q o sr chaves 2003 fala na piramide de meslow, aqui em chaves as necessidades básicas sao satisfeitas pelos tachos oferecidos durante estes ultimos anos.
relativamente a esse tacho politico da instituiçao que fala, parece que vai ser oferecido a um individuo daqueles q têm equivalencia da 4ª classe , equivalencia do 12º ano, licenciatura e assim sucessivamente (como mts q andam por aí ex: enfermeiros directores etc...) já nao ha vegonha, e urge questionar qual a experiencia de ensino desse senhor, em q universidade andou, talvez tivesse andado na carpintaria do mestre andré como aprendiz, ou na escola do Tonecas.....
Mas , tem uma coisa mt importante que é o cartão cor de laranja.... ,
ponham nos tachos pessoal do ppd ou do pp, mas pelo menos alguem com competencia..... se ainda existir
melkisdec
</a>
(mailto:melkis@mal.pt)
De Anónimo a 19 de Outubro de 2004 às 08:54
E então a famosa pirâmide de Meslow. A das necessidades. Primeiro, na base estão as necessidades imediatas e imensuráveis, visto serem uma premeância para a nossa sobrevivência, Depois vão-se começando a somar outras necessidades, até se chegar ao topo da pirâmide.
O que se passa nesta câmara é uma vergonha. Atingiu o nível mais baixo de que há memória. As pessoas não ponderam os meios para atingir os fins. Não há escrúpulos. Não há moral (basta ver o discurso do P no dia da cidade: mentira em cima de mentira. E foi ele Padre. Que faria se não fosse. Somente propaganda eleitoral. Até me contaram que para um determinado local institucional da nossa cidade que agora vai ter novo gestor (parece que é esta semana), primeiro foram informados os meios de comunicação social e só depois os interessados (leia-se funmcionários). Se isto é verdade ao que chegamos. "Eu ainda sou do tempo" em que na velhas URSS era assim que se trabalhava. Vinha o comité, varria tudo, fazia o que bem entendia, vexava quem queria, e silenciava quem lhe apetecia. Mas o muro já caiu. E em Chaves? Será que temos de esperar até às próximas eleições. A vergonha é tanta que não sei se chegarei lá, porque acima de tudo CHAVES PARA OS DE CHAVES, e não para barrosões órfãos de valores que até a familía mais directa renegão.Hasta Prontochaves2003
</a>
(mailto:chaves2003@sapo.pt)

Comentar post