Quarta-feira, 13 de Outubro de 2004

A actual gestão camarária é enganadora e arriscada.

Há tempos o presidente pediu à Assembleia Municipal autorização para criar uma empresa Municipal gerida por regras privada, diga-se: contratação das pessoas que bem entenda, sem concurso e pelo salário que aprouver, contratação de obras a quem quiser. Claro que a empresa tem regras como a dos privados, mas com o dinheiro de todos nós para pagar ou assumir os prejuízos. A oposição foi contra mas a maioria ppd aprovou. Na altura, o presidente, da dissipar receios afirmou que o capital da empresa era de 5.000 euros e que “a empresa não tem património”, refere ainda que, “esta é uma empresa que vai gerir serviços, que não necessita de ter qualquer património” (Acta 4/2003, pag.21). Para espanto dos crédulos, há menos de um mês, volta com o assunto à Assembleia Municipal. Desta feita, para pedir a transferir de património da Câmara para a dita empresa no valor de 1.345.000 euros. Pergunta: Porque se opera esta mudança de opinião? Resposta: Temos medo de saber. Pergunta: De que património se trata? Resposta: Largo do Arrabalde, avaliado em 330.255 euros (em frete ao tribunal); Largo da Lapa, avaliado em 704.611 euros; Terreno onde se situa o antigo SLAT, em frente aos Bombeiros de cima no valor de 312.086 euros. Pergunta: Então o Arrabalde, a Lapa, e o Terreno no SLAT, jão não são de todos os flavienses? Resposta: Não, agora são de uma empresa de direito privado, que os pode vender quando o entender, com a nuance de esta empresa ser, para já da Câmara. Pergunta: Podemos ser impedidos de lá circular? Resposta: Para já não há coragem. Mas se tal vier um dia a acontecer, podemos chamar usurpadores, aos que tal proporcionarem. É claro que a oposição é contra esta forma de gerir a Câmara. O património deve regressar quanto antes ao domínio público, mas sem mais valias para a empresa, não vá esta entrar na especulação imobiliária.
publicado por chaveslivre às 14:52
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1 comentário:
De Anónimo a 13 de Outubro de 2004 às 23:04
A referida empresa municipal gere as termas, as piscinas, o pavilhão gimnodesportivo e tem como seu património importantes espaços que, desde tempos imemoriais, eram públicos.
A pergunta que deixo é a seguinte: vai a dita empresa consorciar-se com privados ou formar com estes uma outra empresa para a qual transfira o direito de propriedade sobre o arrabalde, a lapa...?
É urgente que o Presidente esclareça, se souber, esta questão.
Luis Fontes
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(mailto:areias.fontes@clix.pt)

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